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RESENHA | Agnes Grey, de Anne Brontë

Agnes Grey foi o meu primeiro contato com a Anne Brontë, e também com as irmãs Brontë, porém, eu já tinha expectativas sobre as obras delas, e garanto, não fui decepcionada.
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Titulo:  Agnes Grey

Autora:  Anne Brontë

Editora:  Mimética

Páginas:   158

Ano:  2019 (tradução)

Sinopse
«Agnes Grey» é um retrato gritante do isolamento, estagnação intelectual e apatia emocional que rodeava muitas das governantas de meados do século XIX.
Um romance em tom muito intimista, escrito a partir da experiência da própria autora, afirmou-se como um marco da literatura que lida com a evolução social e moral da sociedade inglesa.

O Livro:
O livro conta a história de Agnes Grey, filha de um vigário, e que após sua família ter complicações financeiras, ela decide virar preceptora para ajudar em casa. Inicialmente sua família não apóia a idéia, pois Agnes é a caçulinha protegida, mas depois de um tempo acabam aceitando.
E então, somos apresentados a realidade da aristocracia da época.

“Como seria delicioso ser uma preceptora! Sair para o mundo; entrar numa nova vida; agir independentemente; exercitar faculdades sem uso; testar forças desconhecidas; ganhar meu próprio sustento e alguma coisa para confortar e ajudar o meu pai, minha mãe e irmã, além de desobrigá-los da minha provisão de comida e roupa; mostrar ao meu pai do que a sua pequena Agnes era capaz.” 



A Agnes trabalha com duas famílias diferentes, onde a primeira ela atua com crianças pequenas, e na segunda são adolescentes e jovens. Em ambas ela encontra a dificuldade principalmente no caráter dos seus alunos, mas também dos pais, e a autora deixa explicito a falta da moral e a "superficialidade" da criação dos pais, onde o foco não é a moral ou ética.
A Anne também fala muito do falso cristianismo existente na época (e que não muda muita coisa de hoje), onde Deus era só mais um na vida deles.

“Tinha por acaso o direito de me negar ao trabalho que Deus me destinava, lá porque não era do meu gosto? Não sabia Ele melhor do que eu, o que me convinha e em que me devia ocupar? E devia eu pretender deixar de O servir antes de terminada a minha tarefa e procurar descansar, antes de ter chegado ao fim?” 


É na segunda família, os Murray, onde vemos uma grande evolução da protagonista e dos personagens a sua volta. Somos apresentadas ao vilarejo e seus moradores, além dos próprios aristocratas freqüentadores da casa principal.

“Devemos honrar a Deus nas suas obras e nas suas criaturas, e não conhecia outro ser onde brilhassem tantos dos atributos divinos, e onde o espírito estivesse tão marcado como nesse seu servo fiel.” 


Minha Opinião:
Como disse no inicio, Agnes Grey foi o primeiro contato que tive com a autora, e superou muito as expectativas que tinha.
Conheci o livro através de uma amiga (@romanticaleitora) e a obra chamou a minha atenção por ela falar dos valores cristãos bem presentes na narrativa, e enquanto lia essa opinião se confirmou.
Acho que isso foi um dos pontos principais por eu ter me apaixonado da forma como aconteceu, pois o cristianismo não é algo apenas da boca para fora, e sim demonstrado através das ações dos personagens.

“Se amamos a Deus e queremos servi-lo, procuremos assemelharmo-nos a Ele, trabalhando com Ele e por Ele, apressando a vinda do seu reino, que será a paz e a felicidade no mundo.” 

A Agnes é uma personagem que eu me identifiquei bastante, principalmente pelos seus ideais. Altas vezes me estressava junto com as crianças e também na segunda família com os aborrecentes.
E gente, que mocinho é aquele? Me encantei com a descrição da Agnes sobre ele, destacando muito mais a beleza do seu caráter do que a física. E o romance dos dois, apesar de não ser o foco da obra, foi desenvolvido de uma forma tão pura e gostosa de acompanhar.

“Fui realmente ouvi-lo pregar, e fiquei encantada com a verdade evangélica das suas palavras, com a simplicidade das suas maneiras e com a clareza do seu estilo.” 


Eu ainda estou engatinhando no mundo dos clássicos, esse foi o meu terceiro ou quarto apenas, mas sem dúvidas já se tornou o meu favorito.
Você já leu? Se sim, o que achou?
ONDE COMPRAR?


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